sábado, 6 de agosto de 2016

A competição

O número de igrejas evangélicas nunca foi tão grande como nos dias atuais. Antigamente os evangélicos concentravam-se em levar o evangelho aos não cristãos, aos católicos não praticantes e outros. Nos dias atuais com o fortalecimento doutrinário dos católicos, com o assumir desinibido dos praticantes das religiões afro-brasileiras tem tornado a competição entre os próprios evangélicos cada vez mais acirrada.

O fluxo entre os evangélicos de uma igreja para outra é impressionante. E boa parte daquelas que são abertas hoje, em especial estas independentes, são resultados de divisões de igrejas. Chegamos ao cúmulo onde um pastor compete com o outro para provar ser mais agraciado, com mais poder ou autoridade. Esta proliferação de igrejas nada tem a ver com o Cristo crucificado, mas com os pastores que querem ser glorificados e até enriquecidos às custas das pessoas.

Muitas vezes reuniões de pastores que deveriam promover a unidade entre as igrejas, como se não bastasse a hipocrisia, tornam-se em ambientes de ofensa e competitividade. O que se ouve é o seguinte: "Vamos manter a calma e procurar uma solução para não causar escândalo lá fora!" Enquanto que na verdade o cerne do problema, a ética, a motivação, a soberba, a má fé, a deslealdade continuam intocáveis pela hipocrisia.

Chegamos ao absurdo de vermos uma igreja de frente para outra, ou mesmo, uma igreja sobre a outra num mesmo prédio. Com toda sinceridade, nem estas igrejas, nem estes pastores estão em condições de prestar apoio pastoral a qualquer pessoa que seja. São pessoas doentes e que precisam de tratamento médico psiquiátrico.

Pastor

1 comentário:

  1. Pior que isso é a competição DENTRO das estruturas eclesiais. Já participei de reuniões de presbitério que eram verdadeiros desfiles de pavões, que queriam "abafar" outros pastores. Totalmente lamentável.

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