segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Lugar de baitola é na igreja

Infelizmente na realidade existe ainda muita homofobia na sociedade e na igreja. E talvez para o espanto de muitos todo baitola (homosexual) - termo que aqui uso por força do hábito e sem intenção alguma de ofender, inclusive aproveito a oportunidade para explicar a origem da palavra que é bem simples: baitola é uma palavra indigena usada na época do Brasil colônia que definia os habitantes dos Baitos. Baitos eram locais um pouco afastados das Tabas, onde os índios levavam àqueles individuos de sua tribo mais afeminados, ou seja viados, para lá viverem. Então diziam: "- Ele é baitola, leva pra outra tribo." - mas como eu dizia, para espanto de muitos, nunca encontrei um baitola ateu. Não podemos pegar por exemplo estes gays militantes, das paradas gays, que querem é apenas chocar e chamar a atenção e ridicularizar o evangelho. 

Em nossa comunidade há espaço para os baitolas, obviamente que não serão membros, e nunca buscaram isto, mas terão a oportunidade de conviver entre os crentes e ficamos na esperança de que Deus possa mudá-los. Muitos dos que conheço são pessoas que lutam com a sua sexualidade. Conheço um que há trinta anos vive entre ser baitola e ser homem. Eles participam do culto com reverência, com sinceridade, alguns choram, contribuem financeiramente, participam dos almoços na igreja, nos passeios da comunidade e nunca agiram com desrespeito com qualquer pessoa, nem mesmo com os jovens da igreja. 

Num determinado domingo "choveu baitola" na igreja, para qualquer fileira da igreja que eu olhasse havia um, pessoas já conhecidas da comunidade. O evangelho que pregamos não é conformista, para ser membro da igreja é preciso que tenha nascido de novo e a vida transformada, mas não precisamos agredir com palavras, jogar indiretas, mas simplesmente tratá-los como gente.

Pastor

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